quarta-feira, 11 de maio de 2011

DIRETRIZES PARA HELIPONTOS

HELIPONTO:

Introdução (Parte 1):
• Um heliponto é uma área nivelada ao solo ou localizada no topo de uma edificação, utilizada unicamente para pousos e decolagens de helicópteros. Difere dos heliportos, uma vez que consistem unicamente em um ponto para operações de pouso e decolagem, sem a existência de espaços secundários, tais como áreas de reabastecimento, pátios de manobras e hangares para manutenção das aeronaves.
• » Tipo de Helipontos (Parte 2)
• O heliponto de acordo com a sua utilização pode ser classificado como público, privado, militar ou hospitalar.
Heliponto Público - Heliponto civil destinado ao uso de helicópteros em geral;
Heliponto Privado - Heliponto civil destinado ao uso de helicópteros de seu proprietário ou de pessoas por ele autorizadas, sendo vedada sua utilização em caráter comercial;
Heliponto Militar - Heliponto destinado ao uso de helicópteros militares;

Heliponto Hospitalar - Heliponto destinado ao uso em hospítais;




Tipo de Operações dos Helipontos (Parte 3)
• Heliponto Diurno - Heliponto onde suas operações são realizadas no período diurno (entre o nascer e o pôr do sol).
Helliponto Noturno - Heliponto onde suas operações são realizadas no período noturno (entre o pôr e o nascer do sol).
Heliponto e Suas Dimensões (Parte 4)
• No heliponto as suas dimensões são em função do maior helicóptero que irá operar no heliponto. Ou seja, aquele de maior peso máximo de decolagem e de maior dimensão com os rotores girando (B).

Obs.: No heliponto as dimensões mínimas exigidas são de 18m x 18m.
Heliponto e suas Dimensões Mínimas de Acordo com o Modelo da Aeronave
Heliponto e suas Dimensões
HELIPONTO DIMENSÕES MODELOS DE AERONAVES
18M x 18M R22
R44
R66
BELL JET RANGER
EC 120 COLIBRI
MD 520N
MD 620N
19,50M X 19,50M BELL LONG RANGER
BELL 407
ESQUILO
EC 130 B4
EC 135
20M X 20M BELL 427
AGUSTA A109
21,50M x 21,50M DAUPHIN
EC 155
24M x 24M SIKOSKY 76
BELL 230
BELL 430
25M x 25M AW 139
28M x 28M SUPER PUMA
Delimitações da Área de um Heliponto
Equipamentos Contra Incêndio do Heliponto (Parte 5)
• Os equipamentos contra incêndio, variam de acordo com o peso suportado pelo heliponto.
Veja abaixo a relação de equipamentos obrigatórios em um heliponto:
Lista de Equipamentos Contra Incêndio Necessários em um Heliponto
Equipamentos Contra Incêndio do Heliponto
PESO <= 4.500 KG PESO > 4.500 KG
HELIPONTO
NO
SOLO 02 EXTINTORES DE PÓ QUIMICO DE 12 KG

02 EXTINTORES DE CO² DE 6 KG

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE ESPUMA MECÂNICA DE 50 LTS 04 EXTINTORES DE PÓ QUIMICO DE 12 KG

02 EXTINTORES DE CO² DE 6 KG

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE ESPUMA MECÂNICA DE 50 LTS

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE PÓ QUÍMICO DE 70 KG
HELIPONTO
ELEVADO 02 EXTINTORES DE PÓ QUIMICO DE 12 KG

02 EXTINTORES DE CO² DE 6 KG

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE ESPUMA MECÂNICA DE 50 LTS

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE PÓ QUÍMICO DE 70 KG 04 EXTINTORES DE PÓ QUIMICO DE 12 KG

02 EXTINTORES DE CO² DE 6 KG

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE ESPUMA MECÂNICA DE 50 LTS

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE PÓ QUÍMICO DE 70 KG

01 EXTINTOR SOBRE RODAS DE CO² DE 45 KG
Exemplo de uma construção onde abriga os equipamentos necessários para casos de emergência:

1 - Extintor sobre rodas P 70Kg - Pó Químico Seco;
2 - Extintor sobre rodas ES 50L - Espuma Mecânica;
3 - Extintor 6Kg - CO²;
4 - Extintor 12 Kg - Pó Químico.
Q. Comando & Reg. Brilho - Quadro de comando e de regulagem do brilho das luzes do heliponto;
Obs.: Também se faz necessário o uso de ferramentas de arrombamento, escadas articuladas, serra manual para metais e uma roupa de aproximação (macacão, luvas, etc).
Fases para Implantação de um Heliponto (Parte 6)
• Primeiramente devemos efetuar uma ánalise da área de construção, adequando a superfície para a construção, verificando a topografia do terreno e adjacências, empreendimentos locais e impacto na vizinhança. Após, determinamos as dimensões, a melhor "rampa" para pousos e decolagens, resistencia do piso, obstáculos e interferências em outros helipontos ou aeródromos, definindo assim a viabilidade do projeto com base nas normas da ANAC. Com estes dados em mãos passamos à fase da análise e, caso atenda todos os requisitos, inicia-se o projeto.
Elaborado o projeto e com os documentos exigidos, submetemos através de um requerimento à ANAC a aprovação da construção do heliponto.
Aprovada a construção pela ANAC, iniciaremos o processo de construção. Quando finalizada a obra, informamos à ANAC e solicitamos a inspeção para a emissão da Portaria Operacional, liberando para uso.
Após a liberação para uso, ou seja, aberto ao tráfego, o heliponto passará a ser operado e explorado de acordo com o previsto pela Portaria de Funcionamento do mesmo, onde estabelece início e o término das operações diárias, número de pousos por dia e outras informações importantes a bem da segurança de vôo.
Basicamente, para a construção e implantação de operações aéreas em um heliponto, passamos pelas seguintes fases:
1º) Estudos e Viabilidade;
2º) Elaboração do Projeto;
3º) Autorização da ANAC para a Construção;
4º) Construção;
5º) Informar à ANAC o término da construção e solicitar vistoria para fins de emissão da Portaria de Funcionamento;
6º) Registro;
7º) Operação.
Obs.: A validade da Portaria de Funcionamento é de 5 anos, devendo ser solicitada a renovação antes do término da validade com antecedência mínima de 30 dias.
Fatores Importantes a Serem Observados Após a Implantação de um Heliponto (Parte 8)
• 1º) Manter os equipamentos de emergência sempre em condições de uso e de fácil acesso;
2º) Apenas atuar como atendente no heliponto pessoas que estejam capacitadas e treinadas para o tipo de atendimento;
3º) Manter as placas de advertência sempre legíveis e visíveis aos usuários;
4º) Manter o heliponto de acordo com o projeto original aprovado pela ANAC;
5º) Dar completa manutenção ao heliponto, quanto às marcas e sinalizações na área de pouso, indicador de vento operacional (biruta) e, se for noturno, em perfeitas condições de iluminação e balizamento;
6º) Elaborar um plano de emergência para casos fortuitos ou até para o caso de acidentes no local;
7º) Evitar a permanência de pessoas na área de pouso que não estejam envolvidas na operação;
8º) Os atendentes do heliponto deverão sempre orientar os usuários quanto o correto procedimento de embarque e desembarque para evitar acidentes no local.

Responsabilidades (Parte 9):
• O proprietário do heliponto é o responsável primário pela manutenção técnica e operacional do heliponto, respondendo perante a lei por infrações relacionadas ao heliponto.
O uso do heliponto é de exclusiva responsabilidade do Comandante da aeronave que deverá observar as condições de uso com base no Rotaer e nos NOTAMs emitidos para aquele heliponto, também podendo responder perante a lei por operar em desconformidade com as normas regulamentares da aviação brasileira.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PROFISSIONAL HABILITADO PARA SERVIÇOS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS REFERENTES A PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

CONFORME AS LEGISLAÇÕES: DECRETO ESTADUAL Nº 46.076/01 E DECRETO ESTADUAL Nº 56.819/11 SOMENTE PODE ASSINAR PROJETOS REFERENTES À PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO OS PROFISSIONAIS HABILITADOS:

XXXI – Responsável Técnico: é o profissional habilitado para elaboração e/ou execução de atividades relacionadas à segurança contra incêndio;

5.1.6.3 Constatada a inabilitação técnica do responsável técnico que atuou no Projeto Técnico para o ato praticado, ao tempo da aprovação, deve ser procedida à anulação do Projeto Técnico.

5.1.6.6 O ato de anulação deve ser comunicado proprietário/responsável pelo uso, responsável técnico, Prefeitura Municipal e, na hipótese do item 5.1.6.3, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP).

4.519 Profissional habilitado: toda pessoa com formação em higiene, segurança e medicina do trabalho, DEVIDAMENTE REGISTRADA NOS CONSELHOS REGIONAIS COMPETENTES ou no MINISTÉRIO DO TRABALHO, E OS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS, DAS POLÍCIAS MILITARES E DOS CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES QUE POSSUAM ESPECIALIZAÇÃO EM PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO (CARGA-HORÁRIA MÍNIMA DE 60 H) E TÉCNICAS DE EMERGÊNCIAS MÉDICAS (CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE 40 H), CONFORME SUA ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO.

4.520 Profissional legalmente habilitado: pessoa física ou jurídica que goza do DIREITO, segundo as leis vigentes, de prestar serviços especializados de proteção contra incêndio.

Habilitação do Responsável Técnico conforme CONFEA (Conselho Federal de Engenharia)  RESOLUÇÃO Nº 359/91:

Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho é permitido, exclusivamente:
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9 - Projetar sistemas de proteção contra incêndios, coordenar atividades de combate a incêndio e de salvamento e elaborar planos para emergência e catástrofes;
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11 - Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos de segurança, inclusive os de proteção individual e os de proteção contra incêndio, assegurando-se de sua qualidade e eficiência;

QUALIDADE TOTAL

QUALIDADE TOTAL É FAZER CERTO DA PRIMEIRA VEZ!